O ano hidrológico 2021/2022 conclui como o segundo ano mais seco da série histórica depois de 2016/2017

O ano hidrológico 2021/2022 conclui como o segundo ano mais seco da série histórica depois de 2016/2017

  • A precipitação acumulada está 39 % abaixo da média histórica
  • “…É fundamental que as câmaras mantenham as medidas de poupança e continuem a sensibilizar a população para o uso racional e responsável da água”, conclui o presidente

 

A Confederação Hidrográfica do Minho-Sil, organismo autónomo dependente do Ministério para a Transição Ecológica e o Desafio Demográfico, faz o ponto de situação sobre o ano hidrológico 2021/2022, que começou a 1 de outubro de 2021 e terminou a 30 de setembro deste ano e que conclui como o segundo ano mais seco da série histórica, depois do ano 2016/2017.

O presidente explicou que “estamos perante uma situação de seca prolongada generalizada na região devido à falta de precipitações. Quanto aos meses, podemos destacar o mês de junho como húmido, outubro e agosto como secos e novembro, janeiro, fevereiro, abril, maio e julho como muito secos”.

Nível de precipitações

A precipitação acumulada média é de 694,6 l/m2, 39 % abaixo da média histórica. No ano hidrológico anterior, 2020/2021, registou-se uma precipitação de 1159,4 l/m2, 2 % acima da média e 67 % acima da do ano 2021/2022.

Os resultados em cada uma das unidades territoriais da região mostram que o ano hidrológico 2021/2022 se classifica como “extremamente seco”, com precipitações abaixo do mínimo da série histórica nas unidades Baixo Minho e Lima, e “muito seco” nas restantes, Alto Minho, Sil Superior e Inferior e Cabe.

Albufeiras

As albufeiras da região concluíram o ano hidrológico a 43,73 % da sua capacidade máxima. Este volume é 0,88 % maior que a quantidade de água de há um ano (42,86 %) e 10,81 % menor que a média histórica que corresponde a esta data do ano (54,54 %).

Caudais circulantes

Os caudais circulantes terminam o ano hidrológico a 30 de setembro com uma média de 28,4 % abaixo da média histórica.

“Estes dados e estas previsões a médio prazo demonstram que a situação de seca permanece; é fundamental que as câmaras mantenham as medidas de poupança e continuem a sensibilizar a população para o uso racional e responsável da água, de um recurso imprescindível, limitado e dependente das condições climáticas”, concluiu o presidente da CHMS.

Fonte: CHMS